Santas e Santos do dia 12 de outubro de 2025 – CÍRIO DE NAZARÉ

2º DOMINGO DE OUTUBRO: CÍRIO DE NAZARÉ – EM 2025, POR SER SEGUNDO DOMINGO DE OUTUBRO, TAMBÉM CÍRIO DE NAZARÉ

12 DE OUTUBRO DE 2025: CÍRIO DE NAZARÉ

CONVERSA COM O CHATGPT EM 12.10.2025:

Nossa Senhora de Nazaré e Nossa Senhora Aparecida são lembradas no mesmo dia 12 de outubro? Incluir sites e ou fontes

Não, em geral Nossa Senhora de Nazaré e Nossa Senhora Aparecida não são celebradas no mesmo dia fixo de 12 de outubro, embora em alguns anos o Círio de Nazaré possa cair nessa data (se for o segundo domingo de outubro).

Aqui está o detalhamento:


Nossa Senhora Aparecida

A festa litúrgica de Nossa Senhora Aparecida é celebrada no dia 12 de outubro. Calendarr+4Wikipédia+4CNBB+4

No Brasil, 12 de outubro é feriado nacional em homenagem a ela, instituído pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1980 “para culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”. Planalto

A data remete à devoção à imagem encontrada no rio Paraíba do Sul em 1717, e também foi escolhida por coincidir com outros eventos simbólicos. Planalto Transportes+3CNN Brasil+3Brasil Escola+3


Nossa Senhora de Nazaré

A devoção a Nossa Senhora de Nazaré é muito forte especialmente em Belém (PA), e a festa principal (o Círio de Nazaré) ocorre no segundo domingo de outubro. iCalendário+4CNBB+4Wikipédia+4

Por exemplo, para 2025, o Círio está previsto para domingo, 12 de outubro de 2025 (ou seja, em 2025 a celebração cai no dia 12). iCalendário

Porém, esse dia não é fixo — depende do calendário do mês e pode variar de ano para ano. Mundo Educação+3CNBB+3Wikipédia+3

Em Belém também há um “Dia Municipal de Nossa Senhora de Nazaré” fixado em 8 de setembro por lei local. Fundação Nazaré+1


Conclusão

Portanto:

Nossa Senhora Aparecida é festejada sempre no dia 12 de outubro.

Nossa Senhora de Nazaré tem sua festa móvel (Círio) no segundo domingo de outubro, que às vezes pode coincidir com 12 de outubro, mas não necessariamente.

Se num determinado ano o segundo domingo de outubro for justamente o dia 12, então nesse ano ambas as celebrações podem “cair” no mesmo dia — mas isso não é regra fixa.

Se quiser, posso verificar para um ano específico (por exemplo 2025, 2026, etc.) se as duas celebrações coincidem. Você quer que eu faça isso?

Você disse:

Fixar próximos anos

O ChatGPT disse:

Aqui vão as datas projetadas (confirmadas por fontes) do Círio de Nazaré nos próximos anos, que é a festa de Nossa Senhora de Nazaré, que ocorre no segundo domingo de outubro:

AnoData do Círio de NazaréCoincide com 12 de outubro?
202512 de outubro iCalendário+2Gaudium Press+2Sim
202611 de outubro iCalendárioNão
202710 de outubro iCalendário+1Não

Em 2025, o Círio cai exatamente 12 de outubro, portanto nesse ano sim as celebrações de Nossa Senhora de Nazaré e Nossa Senhora Aparecida coincidem. Gaudium Press+2Wikipédia+2

Nos anos seguintes (2026, 2027), o Círio será dias 11 e 10 de outubro, respectivamente, e não coincidirá com 12 de outubro. iCalendário+2Calenup+2

Eis a projeção para os próximos 20 anos:

Ano2º domingo de outubro (Círio de Nazaré)Coincide com 12/10 (Aparecida)?
202512/10/2025✅ Sim
202611/10/2026❌ Não
202710/10/2027❌ Não
202808/10/2028❌ Não
202914/10/2029❌ Não
203013/10/2030❌ Não
203112/10/2031✅ Sim
203210/10/2032❌ Não
203309/10/2033❌ Não
203408/10/2034❌ Não
203514/10/2035❌ Não
203612/10/2036✅ Sim
203711/10/2037❌ Não
203810/10/2038❌ Não
203909/10/2039❌ Não
204014/10/2040❌ Não
204113/10/2041❌ Não
204212/10/2042✅ Sim
204311/10/2043❌ Não
204409/10/2044❌ Não

Resumo

Coincidem em: 2025, 2031, 2036, 2042.

Nos demais anos, o Círio (segundo domingo) cai em outra data de outubro.

Se quiser, gero um quadro visual (PDF/Word) com essas datas e anoto as referências canônicas:

Aparecida: 12 de outubro (feriado nacional; Lei 6.802/1980).

Círio de Nazaré: segundo domingo de outubro (norma tradicional da festividade em Belém).

A. CÍRIO DE NAZARÉ:

            “… O Círio de Nazaré é uma manifestação religiosa católica, herdada dos colonizadores portugueses, marcada por procissões (romarias) em devoção a Maria de Nazaré, que ocorre na cidade brasileira de Belém (estado do Pará), celebrado anualmente desde 1793, no segundo domingo de outubro, reunindo cerca de dois milhões de pessoas. Obtendo também outras representações significativas na Região Norte como em Macapá,[1] Rio Branco[2] e Manaus,[3] e em diversas outras partes do Brasil, devido a migração de paraenses, que criaram procissões para sentirem-se próximos à Belém por meio do ato de Fé…

            … Uma devoção religiosa, legado em Portugal, onde é celebrado no dia 8 de setembro na vila de Nazaré.[4] No Brasil, inicialmente era uma romaria vespertina e até mesmo noturna, daí o uso de velas. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia ocorrido no ano anterior, a procissão passou a ser realizada pela manhã.

            O Círio foi instituído em 1793 em Belém do Pará e,[4] até 1882 a procissão iniciava do Palácio do Governo. Mas neste mesmo ano, o bispo D. Antônio de Macedo Costa, em acordo com o Presidente da Província, Justino Ferreira Carneiro, instituiu que a partida seria transferida para a Catedral da Sé em Belém.[5][6]

            O Círio é a maior manifestação católica do Brasil — e um dos maiores eventos do mundo — reunindo mais de dois milhões de pessoas em uma só manhã.[7][8] Sendo, em 2004, reconhecido como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan e, em dezembro de 2013, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.[9][10][11]

EM PORTUGAL

            … Segundo a Lenda da Nazaré, sobre a antiga e pequena estátua da Virgem Maria entalhada em madeira, teve origem na cidade de Nazaré (Israel). Onde representa Maria, de cor escura, sentada e tendo em seu colo o menino Jesus, o qual amamenta.[12]

            A Imagem é identificada como objeto original dos primeiros séculos do Cristianismo. Percorreu a cristandade desde a cidade de Nazaré (Israel), passando por Mérida (Espanha), até surgir no ano de 711 na cidade de Nazaré (Portugal).[12]

            No século XII, tornou-se símbolo de fé do cavaleiro D. Fuas Roupinho, o qual mandou erguer em 1182 a Capela da Memória em agradecimento à Virgem, após ter sido salvo de um acidente muito grave quando, montado a cavalo, perseguia um cervo. A capela foi erigida sobre uma gruta onde estava a sagrada imagem. Em 1377 o rei D. Fernando (1367-1383) fundou um templo maior, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, para onde transferiu a imagem.[12] Desde então, anualmente no mês de setembro, os portugueses reúnem-se no Sítio da Nazaré, para reverenciar Nossa Senhora da Nazaré. A principal romaria, o Círio da Prata Grande, inicia no Conselho de Mafra e transporta, em uma berlinda, uma outra imagem, onde a Virgem Maria está em pé — semelhante a venerada no Círio brasileiro.[12]

 

… NO BRASIL

            No século XVII, ocorreu a introdução da devoção à Senhora da Nazaré, no Pará, através dos padres da Companhia de Jesus (jesuítas).[13] Embora o culto tenha se iniciado na cidade de Vigia de Nazaré, a tradição mais conhecida relata que em 1700, Plácido, um caboclo descendente de portugueses e de índios andava pelas imediações do então igarapé Murutucu na cidade de Belém, área atualmente corresponde aos fundos da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré, quando encontrou uma pequena estátua deteriorada de Nossa Senhora de Nazaré, réplica da estátua em Portugal, entalhada em madeira com aproximadamente 28 cm de altura, entre pedras lodosas.

            Plácido levou a imagem para sua residência, onde a limpou e improvisou um altar de culto. De acordo com a história da tradição local a imagem retornou inexplicavelmente ao lugar do achado por diversas ocasiões, até que, interpretando o fato como um sinal divino, o caboclo decidiu erguer sozinho uma pequena ermida no local. A divulgação do milagre da imagem atraiu a atenção dos habitantes da região, que passaram a visitar a capela para homenageá-la. A estória espalhou-se e acabou por chamar também a atenção do então governador da Capitania do Grão-ParáFrancisco Maurício de Sousa Coutinho, que determinou a transferência da imagem para a capela do Palácio da Cidade. Porém mesmo mantida sob a guarda do Palácio a imagem novamente desapareceu, reaparecendo na capela construída por Plácido. Desse modo a devoção adquiriu caráter oficial, erguendo-se atualmente no lugar da primitiva ermida a imponente Basílica de Nazaré.

            Em 1773 o arcebispo e bispo de Belém do Pará, João Evangelista Pereira da Silva, colocou a cidade de Belém sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré. No início do ano seguinte a imagem foi enviada a Portugal, onde foi submetida a uma completa restauração. O seu retorno ocorreu em outubro desse mesmo ano, tendo a imagem sido transportada do porto da cidade até o santuário por fiéis em romaria, acompanhada pelo governador, pelo bispo e pelas demais autoridades civis e eclesiásticas, sendo considerado este episódio o primeiro Círio. Desde então o Círio de Nazaré é realizado anualmente, no segundo domingo do mês de outubro.

            Entre os milagres mais expressivos atribuídos à imagem de Belém encontra-se o que envolveu os passageiros do brigue português “São João Batista”. Partindo de Belém rumo a Lisboa, no dia 11 de Julho de 1846, a embarcação de dois mastros a vela veio a naufragar poucos dias após a partida, sendo os passageiros salvos por um bote que os conduziu de volta a Belém. Este brigue seria a mesma embarcação que em 1774 havia transportado a imagem de Nossa Senhora de Nazaré a Lisboa, para ser restaurada, e o bote também seria o mesmo que levou a imagem ao brigue ancorado em Belém. O bote passou a acompanhar a procissão a partir do ano de 1885.

            Apesar de o Círio em Belém ser o mais conhecido no Brasil, o mais antigo do Brasil data de 1630 na cidade de Saquarema, Rio de Janeiro. Após uma noite tempestuosa a miraculosa imagem da Virgem Maria foi encontrada por pescadores nos penedos que separam o mar da lagoa, onde hoje se encontra a Igreja Matriz. Segundo a lenda a imagem sempre retornava aos penedos onde fora encontrada, assim os religiosos da época iniciaram à construção de uma capela, que posteriormente deu lugar ao templo atual. O Reconhecimento do Círio de Saquarema como o mais antigo do Brasil deu-se com a visita da imagem peregrina de Belém em 23 de setembro de 2009.

CURIOSIDADES

A corda do círio foi introduzida pela primeira vez na procissão em 1855 com o objetivo de puxar a berlinda que levava a imagem de Nossa Senhora de Nazaré devido a água que transbordava da Baía do Guajará na área do Ver-o-peso. O elemento só foi oficializado em 1868.[14]

A corda do Círio possuía inicialmente um formato de U, dividido em duas fileiras que vinham de homens e mulheres, com os dois lados atrelados à berlinda. Esse formato foi introduzido pela primeira vez em 1922 e foi usado até 2004. Desde 2005, a corda utiliza um formato linear, com cinco estações confirme o rosário católico, além do núcleo da cabeça que inicia a corda e o núcleo da berlinda que leva a imagem peregrina. A corda possui 400 metros de cumprimento e duas polegadas de diâmetro.[14]

Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi encontrada vestida com um manto pelo caboclo Plácido.

Desde então, em todas as edições do Círio, é confeccionado um manto de acordo com o tema da festividade. Até 1973, a irmã Alessandra, da Congregação Filhas de Sant’Anna, ligada ao Colégio Gentil Bittencourt, era quem confeccionava os mantos com os materiais doados por promesseiros, que não tinham e até hoje não têm as suas identidades reveladas. Com a sua morte, a ex-aluna do colégio e ajudante de Alessandra, Ester Paes Rocha, passou a confeccionar o principal tecido da imagem peregrina. Desde então, vários estilistas passaram a realizar às artes do manto.[15]

Inicialmente, o Círio ocorria entre os meses de setembro e novembro, sem data específica.

Apenas em 1901, o bispo Dom Francisco de Rego Maia oficializou o segundo domingo de outubro como data oficial da grande romaria.[14]

A berlinda foi introduzida pela primeira vez no Círio em 1882 por sugestão do Bispo Dom Macêdo Costa, já que até então, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré era carregada no colo de um capelão do Palácio do Governo em um palanquim, carregado por quatro ou seis homens.[16]

Com a berlinda, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré passou a ir sozinha. Até a introdução da corda, o carro era puxado por cavalos. Em 1926, a berlinda é substituída por um andor, fruto de mudanças sugeridas pelo então Arcebispo de Belém, Dom João Irineu Joffily, ficando até 1930, quando voltou a ser utilizada. Entre esse período, a corda também deixou de ser utilizada com um pretexto de ser violenta, voltando em 1931 junto com a berlinda.[16][17]

Há cinco versões da berlinda oficial, sendo a atual usada desde 1964, sofrendo restauração em 2012. Também há réplicas usadas em demais romarias, além de um nicho onde a imagem era colocada no presbitério, sendo essa usada na Romaria das Crianças e Procissão da Festa.[16]

A romaria inicialmente tinha como ponto de partida o Palácio do Governo. A partir de 1882, a romaria passou a sair da Catedral Metropolitana de Belém. Apenas em 1891, o círio saiu da Igreja de Santo Alexandre.[17]

Em 1918, o Círio de Nazaré aconteceu no último domingo de outubro em razão da Pandemia da Gripe Espanhola, sendo a primeira alteração na data da romaria desde 1901.[14]

Em 1969, foi esculpida uma réplica da imagem autêntica de Nossa Senhora de Nazaré, conhecida popularmente como Imagem Peregrina. A réplica traz uma imagem de uma mulher e uma criança em estilo caboclo, representando a população amazônica. Essa imagem passou a ser utilizada nas romarias do Círio, incluindo a grade procissão, sendo restaurada em 2002.[17] 

A imagem autêntica, conhecida como Imagem Original, fica guardada na Basílica Santuário no Glória do Altar-mor, sendo descida em duas ocasiões: no mês de maio por conta dos festejos da elevação da Basílica à Santuário e em outubro durante a quadra nazarena. Nas duas ocasiões, a imagem é posta numa redoma de vidro (anteriormente ficava numa pequena réplica da berlinda) para ficar próxima dos fiéis.

Essa imagem só deixou a Basílica em três ocasiões: em 1980, pela visita do Papa João Paulo II a Belém, quando o mesmo abençoou os fiéis da janela do arcebispado na Praça da Sé, em 1992, quando saiu em procissão em comemoração aos 200 anos do Círio de Nazaré, substituindo a Imagem Peregrina e em 2021, quando abençoou os fiéis que assistiam a cerimônia da descida no lado de fora da Basílica, pegando à todos de surpresa.[18]

A cerimônia da Descida da Imagem, iniciada em 1969, acontecia inicialmente após a chegada da Trasladação, com público restrito e por volta das 23h. Desde 1992, é aberta ao público e passou a ser realizada ao meio-dia, após a chegada da Motorromaria.

Em 2020, a cerimônia voltou a ser restrita por medidas de segurança contra a Pandemia de COVID-19.

Em 2021, a cerimônia voltou a ser aberta ao público, mas com capacidade limitada e apenas sendo permitida a entrada de pessoas devidamente vacinadas com as duas doses da vacina contra a COVID-19, voltando ao seu formato padrão em 2022.[18]

Em 1991, o Círio de Nazaré atinge pela primeira vez o número de 1 milhão de pessoas. Em 1992, atingiu a marca dos 2 milhões.[14][17]

As edições de 2000 e 2004 são consideradas as mais longas da história da romaria. Em 2000, o Círio saiu às 7h30 da Catedral e chegou por volta de 15h45 na Basílica Santuário, tendo como um dos motivos um problema em uma das rodas da berlinda. Em 2004, um problema no atrelamento da corda fez com que o círio se atrasasse, fazendo a romaria terminar por volta das 16h15, superando a marca que pertencia ao Círio 2000.[14]

Em 2002, um incêndio na Casa Chamma, fez com que a berlinda não seguisse seu trajeto tradicional, sendo desviada pela Avenida João Alfredo e Travessa Frutuoso Guimarães, retornando para a Boulevard Castilhos França, não atrelando a berlinda. A edição desse ano, se encerrou ás 11h15, sendo até então o círio mais rápido da história até ser superado pelo Círio 2022.[14]

Em 2004, a procissão do Círio teve início pela primeira vez no meio da Santa Missa, tendo a celebração interrompida no momento do ofertório para a saída da berlinda com a Imagem Peregrina. O objetivo naquele período era de encerrar a procissão mais cedo, reduzindo também o tempo das paradas para homenagens, o que acabou não dando muito certo devido ao problema no momento do atrelamento da corda à Berlinda, fazendo com que a procissão alcançasse a duração mais longa da história.[19]

No ano de 2020, pela segunda vez na história da romaria desde 1793, não aconteceu a procissão do Círio devido a Pandemia de COVID-19 com o objetivo de evitar aglomerações, sendo substituído por uma programação especial com a realização de Santa Missa e visitação da imagem peregrina aos hospitais, além da transmissão de documentários, realização de shows e um sobrevoo da imagem peregrina pelos hospitais e ruas de Belém.

Em outras localidades a romaria também foi cancelada.[20] Essa não é a primeira vez que não acontece o Círio em Belém. Em 1835, o Círio de Nazaré também já havia sido cancelado devido aos caos instalado nas ruas por conta da Cabanagem.[21]

Em 2021, o traslado para Ananindeua e Marituba volta a ser realizado, mas diferente da versão tradicional, através de um traslado nas grandes vias da Região Metropolitana de Belém. A grande procissão, no entanto, não aconteceu pela terceira vez.[22]

CRONOLOGIA

1630 – É iniciado o culto à Nossa Senhora de Nazaré em Saquarema, dando início ao primeiro Círio de Nazaré no Brasil.[23]

1653 – É iniciado o culto à Nossa Senhora de Nazaré em Vigia.[17]

1697 – Primeiro registro do Círio de Nazaré na cidade de Vigia[nota 1].[24]

1700 – O caboclo Plácido encontra uma estátua deteriorada ás margens do Igarapé Murucutu, onde atualmente são os fundos da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré, recebendo o nome de Nossa Senhora de Nazaré.[17]

1720 – É construída a primeira ermida para abrigar a imagem de Nossa Senhora de Nazaré[17]

1730 – Construção da segunda ermida, que seria inaugurada em 1744.[17]

1773 – O arcebispo e bispo de Belém do Pará, João Evangelista Pereira da Silva, colocou a cidade de Belém sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré.

1774 – A imagem de Nossa Senhora de Nazaré é enviada a Portugal para ser restaurada, retornando em procissão a capital paraense.[17]

1790 – É concedida a autorização para realizar os festejos de Nossa Senhora de Nazaré.[17]

1793 – É realizado o primeiro Círio de Nazaré em Belém no que se tem registro.[17]

1799 – Construção da terceira ermida, que seria inaugurada entre 1800 e 1802.[17]

1805 – É instaurado o primeiro Carro do Círio, o dos Milagres, que lembra o milagre acontecido em 1182 a Dom Fuas Roupinho, fidalgo português, que esteve prestes a despencar num abismo com seu cavalo, mas recorreu à Nossa Senhora de Nazaré e foi salvo. A ordem de inserção desse Carro partiu da Rainha de Portugal, Dona Maria I.[25]

1826 – Introdução do carro dos fogos ou carro dos foguetes, que seria extinto em 1983 para evitar acidentes no percurso.[17]

1835 – Devido ao caos instaurado pelas ruas de Belém pela revolta da Cabanagem, o Círio não foi realizado pela primeira vez.

1840 – Segunda restauração da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, enviada para Portugal.

1846 – Ocorre o milagre do brigue de João Batista, com alguns marinheiros se salvando de um naufrágio, pedindo proteção à Virgem de Nazaré. É datada a primeira promessa, de carregar um brigue na procissão.[17]

1854 – O Círio passou a ser realizado de manhã devido às chuvas torrenciais que caíam sob a cidade de Belém.

1855 – O palanquim e o portador que conduziam a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, são substituídos por uma Berlinda, inicialmente puxada por cavalos. A corda é usada pela primeira vez na romaria, para puxar a berlinda, devido a água que transbordava da Baía do Guajará, ás margens do Ver-o-peso, pelo fato da berlinda ter atolado por lá. Ocorre uma epidemia de cólera em Belém, mas não impedindo a realização do Círio. Segundo relatos da população, a ausência do Brigue de São João Batista supostamente fez com que a Virgem de Nazaré castigasse a cidade.[17]

1859 – É realizado o primeiro Recírio, com o retorno da imagem ao Palácio do Governo.[26]

1868 – A corda é oficializada no Círio de Nazaré.[17]

1878 – É realizado o primeiro Círio Civil, sem a presença do Clero, uma vez que a igreja católica teria proibido a realização do Círio naquela época. Tal ato foi visto como profano.[17]

1880 – Dom Macedo Costa determina que a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré vá sozinha na Berlinda.[17]

1881 – Único registro até então da realização da Procissão da Festa.

1882 – O Círio passa a sair da Catedral Metropolitana de Belém, substituindo o Palácio do Governo.[17]

1885 – A população retira os cavalos da Berlinda e passa a puxar o carro que conduz a imagem de Nazaré.[17]

1891 – O ponto de partida do Círio neste ano foi a Igreja e Colégio de Santo Alexandre, sendo a única vez que a grande procissão saiu de lá.[17]

1901 – É instaurado o segundo domingo de outubro como data oficial do Círio de Nazaré.[17]

1905 – Os Padres Barnabitas assumem a direção da então Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré.

1906 – São iniciadas as obras da Basílica de Nazaré. A procissão da Trasladação passa a sair do Colégio Gentil Bittencourt. Até 1905, a saída era na então Igreja Nossa Senhora de Nazaré.[27]

1909 – É composta a canção Vós Sois o Lírio Mimoso, que é considerado o hino oficial do Círio de Nazaré.[28]

1914 – É realizado o primeiro Círio de Manaus.[29]

1916 – É inserido na procissão o Carro das Promessas.[17]

1918 – Devido à Pandemia da Gripe Espanhola, o Círio aconteceu no último domingo de outubro.[14]

1920 – É inaugurada, ainda incompleta, a Basílica de Nazaré.

1923 – A então Igreja de Nazaré é elevada ao posto de Basílica.[17]

1926 – A corda é retirada do Círio por determinação do Arcebispo de Belém, Dom João Irineu Joffily, tendo como motivo a violência pela disputa de vagas. A berlinda é substituída por um andor.[17]

1931 – A corda e a berlinda voltam a fazer parte do Círio, fruto das mudanças impostas pelo interventor Joaquim de Magalhães Barata.[17] É realizado o primeiro Círio de Rio Branco.[30]

1934 – É realizado o primeiro Círio de Macapá.[31]

1946 – É realizado o primeiro Círio de Acará.[32]

1949 – É realizada a primeira homenagem dos Estivadores na Praça Pedro Texeira, que seria extinta em 2017 com a abertura do local.[33]

1954 – A Procissão da Festa passa a ser realizada pela manhã por conta das fortes chuvas na capital paraense.

1958 – É realizado o primeiro Círio de Tracuateua.[34]

1964 – A berlinda do Círio é substituída pelo modelo atual.

1969 – A réplica da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, mais conhecida como Imagem Peregrina, passa a fazer parte das romarias, substituindo a Imagem encontrada por plácido, que desde então, fica guardada na Basílica sob um Glória. Nesse mesmo ano, é realizada a primeira cerimônia de descida da imagem, inicialmente restrita ao público.[17]

1972 – É iniciado o período de peregrinação da imagem de Nazaré nas casas.[17]

1974 – É criada a Guarda de Nazaré de Belém.[17] É realizado o primeiro Círio de Brasília.[35]

1977 – As imagens de Nossa Senhora de Nazaré e São Luiz de Gonzaga são roubadas por dois homens na Igreja Madre de Deus, em Vigia. Após uma grande mobilização que chamou a atenção da imprensa local e nacional, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré é encontrada em um comércio na Rodovia BR 316, em Marituba, mas sem o cabelo e a de São Luiz praticamente destruída. Com o retorno da imagem à Vigia, a santa foi recebida com festa e uma procissão em comemoração, fixando o dia 14 de fevereiro como o Dia do Achado, sendo feriado municipal na cidade.[36][37]

1978 – É realizada a primeira Festa da Chiquita, após a passagem da procissão na Praça da República.[17]

1980 – É iniciada a primeira procissão do transporte dos carros.[38] É realizado o primeiro Círio de Marabá.[39][40]

1982 – É inaugurado o Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN). A partir daí, a Imagem Peregrina passa a ficar exposta aos fiéis pela Praça Santuário. É realizado o primeiro Círio de Paragominas.[41]

1986 – É realizada a primeira Romaria Fluvial. Inicialmente, a imagem peregrina ia de carro fechado a Icoaraci.[17]

1988 – A Trasladação passa a ter o mesmo percurso do Círio de Nazaré, em sentido inverso. Até 1987, a procissão desviava na Travessa Generalíssimo Deodoro e seguia pela Avenida Governador José Malcher em direção a Catedral.[27]

1989 – É realizada a primeira Romaria Rodoviária, em direção a Icoaraci, tendo como ponto de partida a própria Basílica de Nazaré, visando aproximar a população que não pode se deslocar para o centro de Belém. Inicialmente, a imagem peregrina era conduzida em um caminhão autônomo, sendo que na segunda edição, em 1990, o caminhão que conduz a santa é doado pela Texaco.[17][42]

1990 – É realizada a primeira Motorromaria após a Romaria Fluvial. Até 1989, a imagem era conduzida ao Colégio Gentil Bittencourt em um ônibus de turismo, de portas fechadas.[17] Também estreia nesse mesmo período, a Romaria das Crianças.

1991 – O Círio atinge a quantidade de 1 milhão de pessoas. A Romaria Rodoviária nesse ano saiu do Terminal de Cargas, com a imagem sendo levada em carro aberto numa sexta-feira à tarde até o local, de onde se deslocaria até Icoaraci no sábado de manhã.[17]

1992 – Acontece a 200ª edição do Círio de Nazaré, tendo como novidade a introdução do Traslado para Ananindeua, graças a sugestão de um morador, acontecendo na sexta-feira. Por conta disso, a Romaria Rodoviária passa a ter como ponto de saída à Praça Matriz de Ananindeua, ocorrendo no sábado, nas primeiras horas do dia. Nesse mesmo ano, a imagem original participou do Círio, ficando à frente da procissão. A Basílica de Nazaré é declarada Patrimônio Histórico do Estado do Pará.[9] A procissão atinge pela primeira vez a marca de 2 milhões de pessoas.[17] É realizado o primeiro Círio de São Luís.[43]

1993 – O Círio completa 200 anos.

1995 – O atrelamento da Corda à Berlinda passa a acontecer na Avenida Boulevard Castillo França, em frente ao Mercado Ver-o-Peso, na procissão do Círio, o que ocorre até os dias atuais, como forma de agilizar a procissão. Até 1994, o atrelamento acontecia no Largo da Sé.[9] A Rádio Nazaré FM passou a fazer a sonorização da romaria, que até então acontecia em pequenos carros de som instalados em algumas vias da cidade.[17]

1997 – A Missa da Trasladação é antecipada em uma hora, passando a acontecer às 17h, com a saída da procissão às 18h. A imagem de Nossa Senhora de Nazaré é conduzida em carro aberto durante a Romaria Rodoviária, através de um cibório.

1998 – É realizada a primeira Romaria de Castanhal, ou Círio de Castanhal. A tradição teve início há três anos atrás quando uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré teria chorado lágrimas de sangue em uma residência na vila de Apeú e com isso, uma senhora que não conseguia andar, acabou recebendo o milagre da santa.[44][45]

1999 – Um decreto determina que a imagem seja recebida pela Polícia Militar com honras de chefe de estado após a Romaria Fluvial, conforme manda a lei estadual N° 4.371, de 15 de dezembro de 1971, que proclamou a virgem como padroeira do Pará.[46] Uma réplica da berlinda é confeccionada para o Traslado à Ananindeua e a Romaria Rodoviária, visando proteger a imagem dos ventos e das chuvas.[17]

2000 – O Círio chega na Praça Santuário por volta das 15h45. Introdução do Carro de Plácido na romaria.[17]

2001 – É realizada a primeira Romaria da Juventude.

2002 – Um incêndio na Casa Chamma, causado através de um disparo de fogos de artifício por um romeiro, força um desvio da Berlinda pela Avenida João Alfredo e Travessa Frutuoso Guimarães, retornando para a Boulevard Castilhos França, não atrelando a berlinda. A procissão se encerrou mais cedo, ás 11h15. Durante o incêndio, uma chuva caiu sob a cidade minutos antes do fim da missa na Catedral, segundo registros jornalísticos da época.[17] O Traslado de sexta-feira passa a contemplar a cidade de Marituba.[9]

2004 – O Círio chega na Praça Santuário por volta das 16h15, sendo a edição mais longa da história, ultrapassando o recorde que pertencia ao Círio 2000. Apesar da chegada tardia, essa também foi a primeira e única vez que a procissão saiu do largo da sé antes do final da santa missa, no momento do ofertório, como uma tentativa de agilizar a romaria, o que gerou controvérsias na época.[19] A procissão é tombada pelo IPHAN como Patrimônio Imaterial da Humanidade.[47] É realizada a primeira Ciclo Romaria.

2005 – A corda ganha um novo formato, substituindo o modelo usado desde 1922. É realizada a Trasladação mais longa da história, com a chegada por volta da meia noite.[27]

2006 – A Basílica de Nazaré é elevada ao posto de Santuário.

2009 – A missa da Trasladação é antecipada em 30 minutos, passando a acontecer às 16h30, com a saída às 17h30.

2014 – É realizada a primeira Romaria dos Corredores.

2015 – A procissão chega a 2,8 milhões de pessoas, maior marca até então.

2020 – A procissão e as demais romarias não são realizadas pela segunda vez devido a Pandemia de COVID-19. É realizado o Círio Aéreo.[14]

2021 – O Traslado para Ananindeua e Marituba volta a ser realizado, mas contemplando apenas as grandes vias. Mais uma vez, a grande procissão não aconteceu, sendo substituída pelo Círio Aéreo. Mesmo assim, 500 mil pessoas vão as ruas realizando um Círio próprio.[22]

2022 – É realizado o primeiro Transporte dos Carros como Romaria Oficial do Círio. As procissões voltam a acontecer com o avanço da vacinação, incluindo as procissões da Trasladação e do Círio, que tiveram um expressivo crescimento no número de fiéis, mas não batendo o recorde esperado de 3 milhões de pessoas.[38][48]

2023 – É realizada a primeira Romaria da Acessibilidade, sendo a primeira procissão a contar com a participação total de pessoas com deficiência.[49]

QUANDO ACONTECE A PROCISSÃO DO CÍRIO:

            A procissão do Círio acontece a cada segundo domingo de Outubro, sua data portanto é móvel. A seguir a numeração ordinal dos Círios de Nazaré, as suas datas, e a quantidade aproximada de pessoas que participaram. Informações a partir de 1902, envolvendo também temas da festividade que passaram a ser adotados a partir do Círio 1995.[57]

VER TAMBÉM OUTROS CONTEÚDOS…: https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrio_de_Nazar%C3%A9

A1. HISTÓRIA COMPLETA – História e Vida de NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

A2. CÍRIO DE NAZARÉ: DIVERSOS

https://www.google.com/search?q=C%C3%ADrio+de+Nazar%C3%A9&sca_esv=571553989&sxsrf=AM9HkKlsZ2P1moAhE_pq7eHP4rhWKWirsw%3A1696681621238&source=hp&ei=lU4hZcuWDNvP1sQPpZKiwA4&iflsig=AO6bgOgAAAAAZSFcpbgNWBh61ZcPE3qTViPQGuopeC_t&ved=0ahUKEwiLtdDK9-OBAxXbp5UCHSWJCOgQ4dUDCAo&uact=5&oq=C%C3%ADrio+de+Nazar%C3%A9&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IhFDw61yaW8gZGUgTmF6YXLDqTILEAAYgAQYsQMYgwEyCxAAGIAEGLEDGIMBMgsQABiABBixAxiDATILEAAYgAQYsQMYgwEyCxAAGIAEGLEDGIMBMgQQABgDMgQQABgDMgsQABiABBixAxiDATIEEAAYAzIFEAAYgARI6jpQ5QpYgzRwAXgAkAEAmAGDA6ABkxOqAQgwLjEzLjAuMrgBA8gBAPgBAagCCsICBxAjGOoCGCfCAgQQIxgnwgIHECMYigUYJ8ICERAuGIAEGLEDGIMBGMcBGNEDwgIIEAAYgAQYsQPCAggQLhiABBixA8ICCxAAGIoFGLEDGIMB&sclient=gws-wiz

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