Santas e Santos de 26 de abril

Nossa Senhora do Bom Conselho. No Martirológio Romano-Monástico de 26 de abril. Padroeira de Igrejas e uma Diocese no Brasil. Um pouco de sua história: “Nossa Senhora do Bom Conselho (em latim Mater boni consilii) é uma das invocações da Virgem Maria. Com a mesma intenção ela é chamada de Mãe do Bom ConselhoNossa Senhora de Escodra (na Albânia), Nossa Senhora dos Bons Serviços e Santa Maria do Paraíso. Esta devoção está centrada num ícone da Virgem atualmente exposto em GenazzanoItália, na Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho… O Papa Leão XIII, por um decreto do dia 22 de abril de 1903, adicionou à ladainha lauretana a invocação Mater Boni Consilii, ora pro nobis.[1] O papa Pio XII colocou seu papado sob a proteção da Virgem do Bom Conselho. A festa de Nossa Senhora do Bom Conselho também é realizada no Brasil na cidade de Granito Pernambuco, do dia 23 de janeiro (dia do hasteamento da bandeira) até o dia 2 de fevereiro ( encerramento da festa)”. Também em Arapiraca dia 02 de fevereiro Ver:  

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_do_Bom_Conselho

https://udayton.edu/imri/mary/o/our-lady-of-good-counsel.php

https://www.a12.com/academia/artigos/nossa-senhora-do-bom-conselho-26-de-abril

https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-do-bom-conselho/368/102/

Padroeira de Arapiraca, Alagoas – festa em 02 de fevereiro: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Nossa_Senhora_do_Bom_Conselho

https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Nossa_Senhora_do_Bom_Conselho (Arapiraca, Alagoas)

https://arapiraca.7segundos.com.br/noticias/2019/10/24/152394/concatedral-do-bom-conselho-e-a-historia-da-fe-do-povo-arapiraquense.html

1.   Em Roma, a co­me­mo­ração de São Cleto, papa, que foi o se­gundo su­cessor do após­tolo São Pedro a pre­sidir à Igreja Romana. († 88). No Martirológio Romano-Monástico, São Cleto, papa, martirizado sob Domiciano no ano 83 e São Marcelino que dirigiu a Igreja Romana durante toda a grande perseguição de Diocleciano (M). Ver Papa Anacleto: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Papa_Anacleto

– Ver Papa Marcelino: Ver página 278: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%207.pdf

– Ver também: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Papa_Marcelino e https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Marcelino

2.   Em Gábi, na Via Pre­nes­tina, a trinta mi­lhas da ci­dade de Roma, São Pri­mi­tivo, mártir. († data inc.)

3.   Em Ama­seia, no Ponto, no ter­ri­tório da ac­tual Tur­quia, São Ba­sileu, bispo e mártir no tempo do im­pe­rador Licínio. († c. 322). No Martirológio Romano-Monástico, em Nicomédia, por volta de 322, São Basílio, que confessou a fé apostólica até o derramamento de sangue (M).

4.   Num ermo da flo­resta de Crécy, na re­gião de Amiens, no ter­ri­tório da Nêus­tria, ac­tu­al­mente na França, São Ri­cário (ou São Riquier, conforme o Martirológio Romano-Monástico. Sacerdote e eremita, sobre seu túmulo foi fundado um mosteiro, que no seu apogeu, dois séculos mais tarde, com toda a população dos arredores, aparecia aos olhos dos contemporâneos  como uma verdadeira cidade santa – M), pres­bí­tero, que, mo­vido pela pre­gação dos monges es­co­ceses, se con­verteu a uma vida de penitência. († 645). Ver páginas 273-278: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%207.pdf

5.   No mos­teiro de Corbie, também na Nêus­tria, hoje na França, São Pas­cásio Radberto, abade, que expôs com lu­cidez e cla­reza a dou­trina do ver­da­deiro Corpo e Sangue do Se­nhor no mis­tério da Eucaristia. († 865). Conforme o Martirológio Romano-Monástico, no séc. IX, o nascimento no céu de São Pascásio Radberto, abade de Corbine. Renunciou muito cedo a esse cargo para recolher-se na abadia de Saint-Riquier. Teólogo erudito, foi o primeiro a escrever um tratado doutrinal sobre a Eucaristia, que o coloca entre as grandes testemunhas da fé da Igreja sobre este mistério. (S). Ver páginas 264-272: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%207.pdf

– Ver também: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pasc%C3%A1sio_Radberto

6*.   Em Fóggia, na Apúlia, re­gião da Itália, os santos Gui­lherme e Pe­re­grino, eremitas. († s. XII)

7*.   Em Aragão, re­gião da Es­panha, os be­atos Do­mingos e Gre­gório, pres­bí­teros da Ordem dos Pre­ga­dores, que, per­cor­rendo jun­ta­mente vá­rias po­vo­a­ções sem ouro nem prata e men­di­gando o ali­mento para cada dia, anun­ci­avam a todos a pa­lavra de Deus. († s. XIII)

8*.   No mos­teiro da Trans­fi­gu­ração, em Mos­covo, na Rússia, o se­pul­ta­mento de Santo Es­têvão, bispo de Perm, que para evan­ge­lizar os Zi­ri­anis, in­ventou um al­fa­beto para re­digir as suas formas li­te­rá­rias, ce­le­brou a li­turgia na sua língua na­tiva, abateu os ídolos, erigiu tem­plos e so­bre­tudo for­ta­leceu-os na ver­dade da fé.(† 1396). Ver: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Est%C3%AAv%C3%A3o_de_Perm

9*.   No mos­teiro de São Pedro de Dueñas, em Pa­lência, ci­dade da Es­panha, São Ra­fael Ar­naiz Barón, re­li­gioso da Ordem Cis­ter­ci­ense, que, atin­gido por uma grave do­ença ainda du­rante o no­vi­ciado, su­portou com firme pa­ci­ência a sua pre­cária saúde, con­fi­ando sempre em Deus. († 1938)

10*.   Em Mont­juic, perto de Ge­rona, também na Es­panha, o Beato Júlio Junyer Padern, pres­bí­tero da So­ci­e­dade Sa­le­siana e mártir, que, du­rante a per­se­guição contra a fé cristã, me­receu al­cançar me­di­ante o mar­tírio a glória da vida eterna. († 1938)

11*.   No campo de con­cen­tração de Sa­ch­se­nhausen, pró­ximo de Berlim, na Ale­manha, o Beato Es­ta­nislau Kubista, pres­bí­tero da So­ci­e­dade do Verbo Di­vino e mártir, que, em tempo de guerra, du­rante a ocu­pação mi­litar da Po­lónia por um re­gime hostil à re­li­gião, con­su­mido por graves tor­mentos neste cár­cere en­tregou a alma a Deus. Com ele é co­me­mo­rado o Beato La­dislau Goral, bispo au­xi­liar de Lu­blin, que, no mesmo lugar e na mesma guerra, de­fendeu co­ra­jo­sa­mente a dig­ni­dade do homem e da fé, mor­rendo no cár­cere, em dia in­certo, con­su­mido pela enfermidade. († 1942)

12. Em Viena, São Clarêncio, bispo e confessor (também na Folhinha do Coração de Jesus).Ver página: 280: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%207.pdf

13. Em Verona, São Lucídio, bispo (também na Folhinha do Coração de Jesus).Ver página: 280: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%207.pdf

14. Em Troyes, Santa Exuperância, virgem (também na Folhinha do Coração de Jesus).Ver página: 280: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%207.pdf

15. São Pedro de Rates. Ver: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_Rates

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_Rates

16. Santa Alda ou Aldobrandesca. Ver páginas 278-279: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%207.pdf

17. Outros santos do dia 26 de abril: págs: 264-280 (vol.07):   http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%207.pdf

“E em outras partes, muitos outros santos Mártires, Confessores e Santas virgens.

R/: Demos graças a Deus!”

OBSERVAÇÃO: Transcrito acima conforme os textos da bibliografia: português de Portugal, por ex. ou português da época em que o livro foi escrito. 

– Sobre o dia 26 de abril, ver ainda: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/26_de_abril

1. MARTIROLÓGIO ROMANO – Secretariado Nacional de Liturgia – Portugal http://www.liturgia.pt/martirologio/

2. MARTIROLÓGIO ROMANO ITALIANO – Editore: LIBRERIA EDITRICE VATICAN – A © Copyright by Fondazione di religione Santi Francesco di Assisi e Caterina da Siena, Roma, 2004

ISBN 978-88-209-7925-6 – PÁGINAS 354-355:  Via Internet: https://liturgico.chiesacattolica.it/wp-content/uploads/sites/8/2017/09/21/Martirologio-Romano.pdf

3. VIDAS DOS SANTOS – PADRE ROHRBACHER – Abaixo o vol 1. São 22 volumes, sendo 20 volumes em PDF; 2 volumes não estão em PDF: Vol. 10 e 11: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%201.pdf

4. Martirológio Romano-Monástico – adaptado para Brasil – Abadia de S. Pierre de Solesmes – Mosteiro da Ressurreição, Edições – 1997

5. Martirológio Romano – Editora Permanência – Rio de Janeiro, 2014 – Livraria on line – www.editorapermanencia.com

6. Folhinha do Coração de Jesus – virtual – aplicativo para celular.

LITÂNIA

1.         Litania

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Uma litania (pt) ou ladainha (pt-BR) é uma forma de oração utilizada espacialmente no culto católico que consiste em uma série de preces organizada em curtas invocações alternadamente entre um solista e a assembleia produzindo um efeito encantatório. A resposta da assembleia pode ser Kyrie eleison “rogai por nós”, “ouvi-nos”. A liturgia ortodoxa distingue entre ectenis (orações intercessão intensa) e litanias (súplicas).[1]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo vem do latim litania, derivado do grego lite, e significa oração ou súplica. Em virtude de ser um conjunto de preces, a litania é um tipo de oração intercessória. Ex: Ladainha de Todos os Santos da Igreja Católica.

Referências

  1.  QUINSON, Marie-Therese (1999). Dicionário cultural do cristianismo. Edicoes Loyola. p. 181. ISBN 978-85-15-01330-2.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Categoria

CONFORME:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Litania

  • Ladainha

Litania latina , letania , lite grega , oração ou súplica)

Uma litania é uma forma bem conhecida e muito apreciada de petição responsiva, usada em serviços litúrgicos públicos e em devoções particulares , para necessidades comuns da Igreja ou calamidades – para implorar a ajuda de Deus ou apaziguar Sua justa ira. 

Essa forma de oração encontra seu modelo no Salmo cxxxv: “Louvado seja o Senhor, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre. Louvai o Deus dos deuses … o Senhor dos senhores … Quem sozinho faz grandes maravilhas. (…) Quem fez os céus “, etc., com as palavras finais em cada versículo”, porque a sua misericórdia dura para sempre “. Semelhante é o cântico de louvor dos jovens na fornalha ardente ( Daniel 3: 57-87), com a resposta, “elogie e exalte-o acima de tudo para sempre”. 

Na Missa da Igreja Oriental, encontramos várias litanias em uso, mesmo nos dias atuais. No final da missa dos catecúmenos, o diácono pede que todos rezem ; ele formula as petições e todas respondem “Kyrie Eleison”. Quando os catecúmenos partem, o diácono pede as orações : pela paz e bem-estar do mundo, pela Igreja Santa, Católica e Apostólica, pelos bispos e padres , pelos doentes, pelos que se perderam, etc. , para cada uma das petições os fiéis respondem “Kyrie Eleison”, ou “Conceda-nos, ó Senhor”, ou “Nós Te rogamos”. 

A litania é concluída pelas palavras: “Salve-nos, restaure-nos novamente, ó Senhor, por Tua misericórdia”. As últimas petições em nossa Ladainha dos Santos , com as respostas “Livrai-nos, ó Senhor”, e “Rogo-nos que nos ouçam”, mostram uma grande semelhança com a Ladainha em massa da Igreja Grega . 

No rito ambrosiano ou milanês, são recitadas duas litanias aos domingos da Quaresma, em vez da “Glória in excelsis”. No Missal de Stowe, uma litania é inserida entre a Epístola e o Evangelho (Duchesne, “Christian Worship”, Londres, 1904, 199). 

Missal Romano manteve as orações para todas as classes de pessoas da Missa do Pré-Santificado na Sexta-feira Santa, uma litania completa no Sábado Santo e a tripla repetição de “Kyrie Eleison”, “Christe Eleison”, “Kyrie Eleison” em todas as Missas.

A repetição frequente de o “Kyrie” provavelmente era a forma original da Ladainha, e estava em uso na Ásia e em Roma em uma data muito precoce . O Concílio de Vaison, em 529, aprovou o decreto : “Que esse belo costume de todas as províncias do leste e da Itália seja mantido, isto é, o de cantar com grande efeito e compor o ” Kyrie Eleison “ na missa,  As vésperas , porque um cântico tão agradável, mesmo que continuasse dia e noite sem interrupção, nunca produziriam repulsa ou cansaço “. O número de repetições dependia do celebrante. Essa litania é prescrita no Breviário Romano no” Preces Feriales ” e no Breviário Monástico para cada “Hora” ( Regra de São Bento , ix, 17). A repetição contínua do “Kyrie” é usada hoje na consagração de uma igreja, enquanto as relíquias a serem colocadas no altar são realizada em procissão em torno da igreja. Como o “Kyrie” e outras petições foram ditas uma ou mais vezes, as litanias foram chamadas de planœ, ternœ, quinœ, setenho .

Quando a paz foi concedida à Igreja após três séculos de perseguição sangrenta, (perseguição), as devoções públicas tornaram-se comuns e as procissões eram realizadas com frequência, com preferência por dias que os pagãos (pagãos) haviam considerado sagrado. Essas procissões eram chamadas litanies, e nelas eram carregadas imagens e outros emblemas religiosos. 

Em Roma , o papa e as pessoas iam em procissão todos os dias, especialmente na Quaresma , a uma igreja diferente, para celebrar os Mistérios Sagrados.

Assim, originaram as “Estações” romanas, e o que foi chamado de “Litania Major”, ou “Romana”. Foi realizada em 25 de abril, dia em que os pagãos (pagãos) celebraram o festival de Robigalia, cuja principal característica era uma procissão. A litania cristã que a substituiu partiu da igreja de S. Lorenzo, em Lucina, ocupou uma estação em S. Valentino, Fora dos Muros, e depois na Ponte Milviana. Dali, em vez de seguir o Caminho Claudiano, como os pagãos (pagãos) haviam feito, virou à esquerda em direção ao Vaticano, parou em uma cruz, da qual o local não é dado, e novamente no paraíso ou átrio de São Pedro e, finalmente, na própria basílica, onde ficava a estação (Duchesne, 288). 

Em 590, quando uma pestilência causada por um transbordamento do Tibre devastou Roma , Gregório Magno comandou uma litania que é chamada “Septiformis”; no dia anterior, exortou o povo a fervorosa oração e organizou a ordem a ser observada na procissão, a saber, que o clero de S. Giovanni Battista, os homens de S. Marcello, os monges da SS. Giovanni e Paolo, as mulheres solteiras da SS. Cosma e Damiano, as mulheres casadas de San Stefano, as viúvas de S. Vitale, os pobres e os filhos de S. Cæcilia, todos se encontrariam em S. Maria Maggiore. 

O “Litania Minor”, ou “Gallicana”, nos Dias de Rogação antes da Ascensão , foi introduzido (477) por São Mamertus , Bispode Vienne, devido aos terremotos e outras calamidades então prevalecentes. Foi prescrito para toda a Gália franca , em 511, pelo Conselho de Orléans (cân. Xxvii). Para Roma , foi ordenada por Leão III , em 799. No Rito Ambrosiano, esta litania foi celebrada na segunda, terça e quarta-feira após a Ascensão . 

Na Espanha , encontramos uma litania semelhante de quinta a sábado, após Whitsuntide , outra de 1 a 3 de novembro, ordenada pelo Conselho de Gerunda em 517, e ainda outra para dezembro, comandada pelo Sínodo de Toledo em 638.

Na Inglaterra os Dias da Ladainha dos Rogations (Dias da Gangue) eram conhecidos nos primeiros períodos. 

Na Alemanha , foi ordenada por um Sínodo de Mainz em 813. Devido ao fato de que a Litania em Massa se tornou popular por meio do seu uso em procissões, inúmeras variedades foram logo produzidas, especialmente na Idade Média . 

Apareceram litanias em honra de Deus Pai , de Deus Filho , de Deus Espírito Santo , do Sangue Precioso, da Santíssima Virgem, da Imaculada Conceição, de cada um dos santos homenageados em diferentes países, pelas almas do Purgatório, etc.

Em 1601 Baronius escreveu que cerca de oitenta formas estavam em circulação. Para evitar abusos, o Papa Clemente VIII , por decreto (decreto) da Inquisição de 6 de setembro de 1601, proibiu a publicação de qualquer litania, exceto a dos santos, como encontrado nos livros litúrgicos e no de Loreto. 

Hoje, as litanias aprovadas para recitação pública são: de Todos os Santos, de Loreto, do Santo Nome, do Sagrado Coração e de São José.

Fontes

BISHOP no Journal of Theological Studies (1906), 133; Römische Quartalschrift (1904), 13; PUNKES em Kirchenlex ., Sv Litanei; THILL em Pastor Bonus (1891), 217 m²; KELLNER, Heortologie (Freiburg, 1906), 143 sqq .; KRIEG em KRAUS, Real-Encyk ., Sv Litanei; BINTERIM, Denkwürdigkeiten , IV, I, 572 m²; Revista Bénédictine , III, 111; V, 152; SERARIUS, Litaneutici seu du litaniis libelli duo (Colônia, 1609).

Sobre esta página

Citação da APA. Mershman, F. (1910). Ladainha. Na Enciclopédia Católica. Nova York: Robert Appleton Company. Retirado em 23 de abril de 2020 da New Advent: http://www.newadvent.org/cathen/09286a.htm

Citação MLA. Mershman, Francis. “Ladainha.” A Enciclopédia Católica. Vol. 9. Nova York: Robert Appleton Company, 1910. 23 de abril de 2020 <http://www.newadvent.org/cathen/09286a.htm&gt;.

Transcrição. Este artigo foi transcrito para o Novo Advento por Douglas J. Potter. Dedicado ao Sagrado Coração de Jesus Cristo.

Aprovação eclesiástica. Nihil Obstat. 1º de outubro de 1910. Remy Lafort, Censor. Imprimatur. + John M. Farley, arcebispo de Nova York.

Informações de Contato. O editor do New Advent é Kevin Knight. Meu endereço de e-mail é webmaster em newadvent.org. Lamentavelmente, não posso responder a todas as cartas, mas agradeço muito seus comentários, especialmente as notificações sobre erros tipográficos e anúncios inadequados.

CONFORME:

https://www.newadvent.org/cathen/09286a.htm

  • SÃO GREGÓRIO MAGNO E O CORONA VÍRUS DO SEU TEMPO

mar132020

BlogNotíciasPecado

Uma aura de mistério envolve o Coronavírus, ou Covid-19, do qual não sabemos a origem, os dados reais de divulgação ou as possíveis consequências. Contudo, o que sabemos é que as pandemias sempre foram consideradas na história como flagelos divinos e que o único remédio ao qual a Igreja se opunha a elas era a oração e a penitência. Isso aconteceu em Roma no ano de 590, quando Gregório, da família senatorial da gens Anicia, foi eleito Papa com o nome de Gregório I (540-604).

A Itália foi esmagada por doenças, fome, agitação social e a onda devastadora dos lombardos. Entre 589 e 590, uma violenta epidemia de peste, a terrível luesinguinaria, depois de devastar o território bizantino no leste e o dos francos no oeste, semeou a morte e o terror na península e atingiu a cidade de Roma. Os cidadãos romanos interpretaram essa epidemia como um castigo divino pela corrupção da cidade. 

A primeira vítima colhida em Roma pela peste foi o Papa Pelágio II, que morreu a 5 de Fevereiro de 590 e foi enterrado em São Pietro. O clero e o senado romanos elegeram Gregório como seu sucessor, que, depois de ser o praefectus urbis, morava na sua cela monástica no monte Célio. Depois de ser consagrado a 3 de Outubro de 590, o novo Papa imediatamente enfrentou o flagelo da peste. 

Gregório de Tours (538-594), que foi contemporâneo e cronista desses eventos, diz que num sermão memorável proferido na igreja de Santa Sabina, o Papa Gregório convidou os romanos a seguir, contritos e penitentes, o exemplo dos habitantes de Nínive: «Olhai em volta: aqui está a espada da ira de Deus brandindo sobre todo o povo. A morte súbita arrebata-nos do mundo, quase sem nos dar um minuto de tempo. Neste exacto momento, oh quantos são levados pelo mal, aqui à nossa volta, sem sequer pensar em penitência.»

O Papa, portanto, pediu que se olhasse para Deus, que permite tais tremendos castigos para corrigir os seus filhos e, para apaziguar a ira divina, ordenou uma “ladainha septiforme”, ou seja, uma procissão de toda a população romana, dividida em sete cortejos, de acordo com sexo, idade e condição. A procissão movida desde várias igrejas de Roma até à Basílica do Vaticano, foi acompanhada com o canto das ladainhas. Essa é a origem das chamadas “ladainhas maiores” da Igreja, ou rogações, com as quais oramos a Deus que nos defenda das adversidades. 

Os sete cortejos movimentaram pelos edifícios da Roma antiga, num ritmo lento, com os pés descalços e a cabeça coberta de cinzas. Enquanto a multidão viajava pela cidade, imersa em silêncio sepulcral, a praga chegou ao ponto de raiva que, no curto espaço de uma hora, oitenta pessoas caíram no chão mortas. Porém, Gregório não parou nem por um instante de instar o povo a continuar orando e queria que a imagem da Virgem preservada em Santa Maria Maior e pintada pelo evangelista São Lucas fosse levada antes da procissão (Gregório de Tours, Historiae Francorum, liber X, 1, em Opera omnia, ed. JP Migne, Paris 1849, p. 528).

A Legenda Áurea, de Jacopo da Varazze, que é um compêndio das tradições transmitidas desde os primeiros séculos da era cristã, conta que, à medida que a imagem sagrada progredia, o ar tornava-se mais saudável e claro e os miasmas da praga se dissolviam, como se não pudessem suportar a sua presença. Quando chegaram à ponte que liga a cidade ao mausoléu de Adriano, conhecida na Idade Média como Castellum Crescentii, de repente um coro de anjos cantava: «Regina Coeli, laetare, Alleluja – Quia quem meruisti portare, Alleluja – Resurrexit sicut dixit, Aleluia.» O Papa Gregório respondeu em voz alta: “Ora pro nobis rogamus, Aleluja!” Assim nasceu a Regina Coeli, a antífona com a qual na Páscoa a Igreja saúda Maria Rainha pela ressurreição do Salvador. 

Depois da música, os Anjos organizaram-se em círculo ao redor da imagem de Nossa Senhora e o Papa, olhando para cima, viu no topo do Castelo um Anjo que, depois de secar a espada que pingava sangue, colocou-a na bainha, como um sinal da cessação da punição: «Tunc Gregorius vid super Castrum Crescentii angelum Domini gludium cruentatum detergens in vagina revocabat: intellexit que Gregorius quod pestisilla cessasset et sic factum est. Unde et castrum illud castrum Angels deinceps vocatum est.” Gregório entendeu que a praga havia terminado e assim aconteceu: e esse castelo passou a ser chamado de Castelo do Santo Anjo (Iacopo da Varazze, lenda dourada, ed. crítica editada por Giovanni Paolo Maggioni, Sismel-Edizioni del Galluzzo, Florença 1998, p. 90).

O Papa Gregório I foi canonizado e proclamado Doutor da Igreja, e entrou na história com o apelido de “Grande”. Após a sua morte, os romanos começaram a chamar ao edifício de Adriano “Castel Sant’Angelo” e, em memória do prodígio, colocaram no alto do castelo a estátua de São Miguel, chefe das milícias celestes, no processo de embainhar a espada. Ainda hoje, no Museu Capitolino, há uma pedra circular com as pegadas que, segundo a tradição, teriam sido deixadas pelo Arcanjo quando ele parou para anunciar o fim da praga. Também o cardeal Cesare Baronio (1538-1697), considerado por o rigor de sua pesquisa, um dos maiores historiadores da Igreja, confirma a aparição do anjo no topo do castelo (Odorico Ranaldi, anais eclesiásticos retirados do cardeal Baronio, ano 590, Appresso Vitale Mascardi, Roma 1643, pp. 175 -176).

Observamos apenas que, se o anjo, graças ao apelo de São Gregório, embainhou a espada, significa que antes a havia desembainhado para punir os pecados do povo romano. Os Anjos são de facto os executores dos castigos divinos dos povos, como nos lembra a visão dramática do Terceiro Segredo de Fátima, exortando-nos ao arrependimento: «Um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda. Ao cintilar despedia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas, apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a Terra, com voz forte dizia: – Penitência, penitência, penitência!»

A disseminação do Coronavírus tem alguma relação com a visão do Terceiro Segredo? O futuro nos dirá. Mas o apelo à penitência continua a ser a primeira urgência de nosso tempo e o primeiro remédio para garantir a nossa salvação, ao longo do tempo e da eternidade. As palavras de São Gregório Magno devem ressoar nos nossos corações: “O que diremos sobre os terríveis eventos que estamos testemunhando, se não que eles prevêem a ira futura? Então pensem, queridos irmãos, com extrema atenção até àquele dia, corrijam a vossa vida, mudem os vossos hábitos, derrotem com toda a força as tentações do mal, castiguem com lágrimas os pecados cometidos.”(Primeira homilia sobre os Evangelhos, em ‘O Tempo Natal em Roma’, Gregório Magno, Acqua Pia Antica Marcia, Roma 2008, pp. 176-177).

Professor Roberto de Mattei in Corrispondenza Romana
Via Senza Pagarehttp://centrodombosco.org/2020/03/13/sao-gregorio-magno-e-o-corona-virus-do-seu-tempo/