Santas e Santos de 25 de agosto

1. São Luís IX (também na Folhinha do Coração de Jesus, Luís de França), rei da França, que se tornou cé­lebre pela sua fé ac­tiva, quer em tempo de paz quer no de­curso da guerra em de­fesa dos cris­tãos, pela justa ad­mi­nis­tração do reino, pelo amor aos po­bres e pela cons­tância nas ad­ver­si­dades. Con­traiu ma­tri­mónio e teve onze fi­lhos, a quem deu uma ex­ce­lente e pi­e­dosa edu­cação. Para honrar a cruz, a coroa de es­pi­nhos e o se­pulcro do Se­nhor, de­dicou todos os seus bens, a sua força e a pró­pria vida, até que, atin­gido pela peste no acam­pa­mento mi­litar, morreu em Túnis, no li­toral da África setentrional. († 1270).

– Conforme o Martirológio Romano-Monástico, no ano do Senhor de 1270, o nascimento no céu de São Luís, rei de França. Sua sólida formação humana e cristã, bem como seu senso de justiça, permitiram a expansão e o alto nível moral e cultural da França e da cristandade no século XIII. Seu corpo foi trazido de Túnis para Paris e inumado na necrópole e real de Saint-Denis, ao passo que seu crânio foi depositado na Saint Chapelle, em Paris, construída por ele para conservar a coroa de espinho do Salvador. (R).

– Ver páginas 202-215: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%2015.pdf

– Ver também “Luís IX (Poissy25 de abril de 1214 – Tunes25 de agosto de 1270), mais conhecido como São Luís, foi o Rei da França de 1226 até sua morte e um santo da Igreja Católica. Era filho do rei Luís VIII e da rainha Branca de Castela, que governou o reino como regente até São Luís adquirir a maioridade. Foi o 42º rei da França, a contar de Clóvis I, e o nono rei da dinastia capetiana a ocupar o trono da França.

Era um homem de alto porte, de grande beleza, muito imponente. Ele atraía, incutia profundo respeito e suscitava grande amor. Tinha o todo de um guerreiro terrível na hora do combate, mas era o Rei mais pomposo e mais decoroso do seu tempo.[1]

Quando adulto, Luís enfrentou conflitos recorrentes com poderosos nobres, consolidando a supremacia real levada a cabo por seu avô Filipe Augusto, além de ter derrotado o rei Henrique III de Inglaterra em suas tentativas de restaurar o Império Plantageneta. Após anexar a maior parte das antigas terras inglesas na França, assinou o Tratado de Paris (1259) com a Inglaterra colocando fim aos cem anos de rivalidade franco-inglesa.

Foi um rei reformador e lançou as bases da justiça real francesa, na qual o rei era o juiz supremo a quem qualquer pessoa era capaz de apelar para buscar a emenda de um julgamento. Ele proibiu julgamentos por provação, tentou impedir as guerras privadas que estavam assolando o país e introduziu a presunção de inocência no processo criminal. Era admirado por seus súditos e por toda a Europa como um rei extremamente justo. Chegava a ficar várias vezes na semana sob um carvalho no Castelo de Vincennes ouvindo os apelos e pedidos de seus súditos de todas as classes.

Suas ações foram inspiradas nos valores cristãos, sendo ele um homem extremamente devoto da fé católica, punindo a blasfémia, jogos de azar, empréstimos de interesse e prostituição, comprando relíquias de Cristo para construir a Sainte-Chapelle e tentando converter os judeus franceses. Construiu inúmeros hospitais, leprosários, orfanatos e escolas e era notadamente conhecido pela sua caridade e cuidado com os pobres e doentes.[2]

Casou-se com a rainha Margarida da Provença em 1234 e com ela teve onze filhos, dentre os quais o rei Filipe III de França, que o sucedeu. Através de sua vasta prole, os descendentes de São Luís chegaram a quase todos os tronos da Europa e América, incluídas as dinastias posteriores que reinaram na FrançaEspanhaÁustriaSacro Império Romano-GermânicoAlemanhaInglaterraEscóciaSuéciaNoruegaDinamarcaHungriaPortugalBélgicaGréciaBulgáriaItáliaHolandaPolôniaRomêniaRússiaMéxico e Brasil, sendo todos os atuais monarcas europeus descendentes seus.

Em todas as épocas posteriores da história da França, marcada por conflitos, guerras e revoluções, seu governo foi lembrado com nostalgia pelos franceses como “o bom tempo de Meu Senhor São Luís” ou como o “século de ouro de São Luís”, deixando uma imagem imensamente positiva aos olhos da história e do imaginário popular francês.[3]

Morreu no norte da África em 25 de agosto de 1270 e foi canonizado como santo pelo Papa Bonifácio VIII em 11 de julho de 1297.É o padroeiro da Arquidiocese de São Luís do Maranhão, cujo patronato na cidade de São Luís se deu em razão da cidade levar o seu nome e em sua homenagem.”:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_IX_de_Fran%C3%A7a

2. São José de Calasanz (também na Folhinha do Coração de Jesus), pres­bí­tero, que, para educar as cri­anças e os ado­les­centes no amor e sa­be­doria do Evan­gelho, ins­ti­tuiu es­colas po­pu­lares e fundou em Roma a Ordem dos Clé­rigos Re­grantes Po­bres da Mãe de Deus das Es­colas Pias. († 1648).

– Conforme o Martirológio Romano-Monástico, no ano da graça de 1648, a volta para Deus de São José Calazans. Nascido em Aragão, partiu para Roma depois de sua ordenação sacerdotal. Lá fundou uma congregação de clérigos regulares, que se consagraram ao ensino popular. (R).

– Ver páginas 232-233: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%2015.pdf

Ver “… José de Calasanz foi um religioso canonizado pela Igreja Católica e fundador da primeira escola pública cristã e da Ordem Religiosa das Escolas Pias. Estudou nas universidades de LéridaValência e Alcalá de Henares, onde se doutorou…”:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Calasanz

– Ver páginas 232-233: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%2015.pdf

3.   Na Via Au­rélia, a seis mi­lhas de Roma, o se­pul­ta­mento dos santos Eu­sébio, Pon­ciano, Vi­cente e Pe­re­grino, mártires. († data inc.).

– Conforme o Martirológio Romano-Monástico, no mesmo dia foram julgados dignos de sofrer pelo nome de Cristo os Santos Ponciano, Vicente e Peregrino, martirizados em Roma no séc. III (M).

– Ver página 221: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%2015.pdf

4.   Em Arles, na Pro­vença, na ho­di­erna França, São Gens (São Genésio), mártir, que, ainda ca­te­cú­meno, tra­ba­lhando no tri­bunal como no­tário e re­cu­sando-se a trans­crever um edito contra os cris­tãos, tentou salvar-se pondo-se em fuga; mas, cap­tu­rado pelos sol­dados, foi bap­ti­zado com o pró­prio sangue. († 303).

– Conforme o Martirológio Romano-Monástico, em Arles, o Bem-Aventurado Genésio, jovem escrivão do tribunal, decapitado por se ter recusado a registrar os decretos de condenação de cristãos inocentes. Diversas localidades na França ainda trazem seu nome. (M).

– Ver “…São Genésio de Arles é um santo da Igreja Católica que nasceu em ArlesFrança, em data desconhecida e faleceu decapitado em 303 ou 308.

Foi notário militar, sob as ordens dos imperadores Maximiano e Diocleciano.

Patrono dos notários, escrivães e secretários, a sua festa celebra-se no dia 25 de Agosto”: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gen%C3%A9sio_de_Arles

5.   Em Itá­lica, hoje San­ti­ponce, perto de Se­vilha, na His­pânia Bé­tica, São Gerôncio, bispo, que se narra ter mor­rido no cárcere. († s. IV).

– Conforme o Martirológio Romano-Monástico, igualmente o sepultamento de São Gerôncio, bispo de Itálica, e de São Menas (ver número 7, abaixo), bispo de Constantinopla na primeira metade do século VI. (M)

6*.   Em Agde, na Gália Nar­bo­nense, ac­tu­al­mente na França, São Se­vero, abade do mos­teiro por ele fun­dado nesta cidade. († s. V)

7.   Em Cons­tan­ti­nopla, hoje Is­tambul, na Tur­quia, São Menas, bispo, que foi or­de­nado pelo papa Santo Aga­pito e, res­ta­be­le­cida a co­mu­nhão, tem­po­ra­ri­a­mente in­ter­rom­pida com o papa Vi­gílio, de­dicou à di­vina Sa­be­doria a grande igreja edi­fi­cada pelo im­pe­rador Justiniano. († 552).

– Ver “… Menas, também chamado de Minas ou Mina, foi um patriarca de Constantinopla nomeado pelo imperador Justiniano I em 536 e também um santo cristão. O Papa Agapito I o consagrou para suceder o bispo Antimo, que era um monifisita…”: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Menas_de_Constantinopla

8*.   Em Atane, no ter­ri­tório de Li­moges, na ac­tual França, Santo Arédio, abade, que, compôs para o ce­nóbio que fun­dara uma ex­ce­lente regra, fun­dada nos pre­ceitos de vá­rios ins­ti­tutos de vida monástica. († 591)

9.   Em Utrecht, na Gél­dria da Aus­trásia, ac­tu­al­mente na Ho­landa, São Gre­gório, abade, que, ainda ado­les­cente, acom­pa­nhou sempre São Bo­ni­fácio nas ca­mi­nhadas mis­si­o­ná­rias para a con­versão da Tu­ríngia e de Hessen e de­pois, por seu man­dato, di­rigiu como abade o mos­teiro de São Mar­tinho e go­vernou a Igreja de Utrecht. († 775).

– Conforme o Martirológio Romano-Monástico, no séc. VIII, São Gregório, discípulo de São Bonifácio. Foi nomeado abade de São Martinho de Utrecht. (X)

10.   Em Mon­te­fi­as­cone, na Tos­cana, hoje no Lácio, re­gião da Itália, o pas­sa­mento de São Tomás Can­te­lupe, bispo de He­re­ford, na In­gla­terra, homem de emi­nente cul­tura, se­vero para con­sigo e lar­

ga­mente ge­ne­roso para com os pobres. († 1282)

11*.   Em Xi­ma­bara, no Japão, os be­atos már­tires Mi­guel Carvalho, da Com­pa­nhia de Jesus, Pedro Vás­quez, da Ordem dos Pre­ga­dores, Luís So­telo e Luís Sa­sanda, pres­bí­teros, e Luís Baba, re­li­gioso da Ordem dos Frades Me­nores, que por Cristo foram quei­mados vivos. († 1624).

– Ver “… Luis Sotelo foi um frade franciscano que morreu como mártir no Japão em 1624 e foi beatificado pelo papa Pio IX em 1867…”: https://pt.wikipedia.org/wiki/Luis_Sotelo

– Ver também “… Miguel de Carvalho foi um beato português, de família nobre, presbítero e missionário jesuíta, nascido em Braga em 1579 e morto a 25 de Agosto de 1624…”: https://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_de_Carvalho

– Ver ainda: Beato Luís Sotelo. Ver (wikipedia de 25 de agosto) “… Luis Sotelo foi um frade franciscano que morreu como mártir no Japão em 1624 e foi beatificado pelo papa Pio IX em 1867.

Sotelo nasceu em SevilhaEspanha, e estudou na Universidade de Salamanca antes de ingressar no convento “Calvario de los Hermanos Menores”. Ele foi enviado, em 1600, para as Filipinas, para suprir as necessidades espirituais do povoado filipino de Dilao, até sua destruição pelas forças espanholas e portuguesas em 1608, depois de uma luta intensa.

Em 1608, o papa Paulo V autorizou ordens religiosas menores (dominicanos e franciscanos) para pregar no Japão, o que era até então feito apenas pelos jesuítas. Sotelo imediatamente foi para o Japão e assumiu um posto de liderança da sua comunidade…”: Luis Sotelo – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

– Ver também “… Após dois anos de prisão, durante os quais esteve rigorosamente vigiado, foi condenado à morte. No dia 25 de agosto de 1624 foi queimado vivo, a fogo lento, com outros companheiros: dois franciscanos, um jesuíta e um dominicano…”: Luis Sotelo – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

– Ver ainda “… O Beato Luís Sotelo, sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores e companheiros, mártires: Frei Luis Sasanda, Luís Baba, Migual Carvalho,Pedro Vasquez.

Foram martirizados em Ximabara, Japão, a 25 de Agosto de 1624.

Beatificado pelo Beato Pio IX, juntamente com 204 mártires do Japão, 166 cristãos leigos e 38 sacerdotes martirizados entre 1617 e 1632, a 7 de Julho de 1867.

São celebrados a 25 de Agosto

A 25 de Agosto de 1624, cinco religiosos, três europeus e dois japoneses, três franciscanos, um jesuíta e um dominicano, foram martirizados em Ximabara, Japão, queimados vivos por fogo lento. Tinham-lhes proposto inutilmente uma apostasia. No dia do seu martírio, foram levados pela manhã da prisão Omura, onde tinham sido torturados, e levados de barco para o local do sacrifício. Aí amarraram-nos frouxamente aos seus respectivos postes, frouxamente de modo a poderem soltar-se se apostatassem, e atear fogo à madeira. Estes eram os mártires:

1. Frei Luis Sotelo, presbítero franciscano. Luís Sotelo, filho de Diego e Catalina Niño, nasceu em Sevilha, Espanha, a 6 de Setembro de 1574. Estava a terminar os seus estudos na Universidade de Salamanca quando foi aceite no noviciado no Convento do Calvário dos Frades Menores. A 11 de Maio de 1594, fez a sua profissão solene. Após completar os seus estudos de filosofia e teologia, foi ordenado sacerdote. Em 1600, desejando dedicar-se à conversão dos incrédulos, foi enviado para as Filipinas, onde foi designado para os cuidados espirituais dos japoneses que viviam em Dilao…

Cada mártir tem a sua história piedosa e heroica, mas a história de Luís Sotelo é também de interesse para a história política devido à missão diplomática que realizou entre o Japão, Espanha e a Santa Sé. Em 1615 acompanhou o embaixador japonês Hasecura a Espanha e obteve o seu baptismo com o nome de Filipe no mosteiro das Clarissas em Madrid; o mesmo embaixador viajou para Roma, permaneceu no convento de Aracoeli, e teve duas vezes uma audiência com Paulo V, e prometeu protecção para missionários e cristãos em nome do seu rei Musamura. Quem teria pensado que mal um ano depois a perseguição começaria de novo, e com maior severidade? Luís Sotelo, devido a contradições na sua terra natal, só pôde regressar ao Japão em 1622 numa sucata chinesa; já não era tratado como um diplomata, e em vez de ser levado ao imperador foi preso.

Viu claramente que a perseguição poderia ter sido evitada ou interrompida se as missões tivessem sido mais bem organizadas. Da sua prisão, sete meses antes da sua morte, indicou num memorial ao Papa as determinações: 1) a formação de clero indígena, a fim de eliminar suspeitas políticas dos padres europeus e para que, em caso de perigo, estivessem prontos a confortar os fiéis sem serem facilmente reconhecidos pela diferença de raça; 2) uma melhor organização hierárquica. Em vez de um único bispo, que nem sempre viveu no Japão, um bispo para cada ordem missionária, dependente de um metropolitano. “Bispos e sacerdotes, disse ele, são os ossos e os tendões do corpo místico de Cristo, que é a Igreja”. A proposta do mártir franciscano chegou demasiado tarde, quando a perseguição estava no seu auge.

Entretanto, o Papa Paulo V tinha erguido uma nova diocese no Japão na parte oriental já evangelizada pelos Franciscanos. Tinha nomeado o Beato Luís Sotelo como bispo da nova sede. O Núncio Apostólico em Madrid tinha sido encarregado de consagrar o novo bispo. Esta consagração episcopal não pôde ter lugar porque o Beato Luís já se encontrava na prisão…

Após dois anos de prisão, passados sob rigorosa supervisão, foi condenado à morte. A 25 de Agosto de 1624, foi queimado vivo com dois franciscanos, um jesuíta e um dominicano. Tinha 50 anos de idade.

2. Frei Luis Sasanda, um padre franciscano, nasceu numa família cristã japonesa. O seu pai, Michael, foi martirizado em Yendo por causa da sua fé católica. A partir de 1603, devido à santidade da sua vida e sobretudo devido à sua piedade excepcional, foi um dos discípulos favoritos do franciscano Luis Sotelo, a quem seguiu nas suas muitas peregrinações. Em 1613 viajou com ele para Espanha, onde foi recebido na Ordem dos Frades Menores, depois foi também para Itália. Depois de ter visitado Roma, muito impressionado pela sua visita às grandes basílicas de São Pedro, São Paulo, São João de Latrão, Santa Maria Maior, as Catacumbas, o Coliseu e os outros monumentos do cristianismo, partiu novamente para o Japão com os Beatos Luis Sotelo e Luis Baba. Enquanto esteve em Manila, Filipinas, foi ordenado sacerdote. Em 1622 embarcou com o Beato Luis Sotelo para o Japão, num navio japonês com destino a Nagasaki. Os marinheiros do navio, temendo que fossem acusados de transportar missionários (que foi severamente punido pelas leis de perseguição em vigor desde 1614), denunciaram-nos às autoridades de Nagasaki. Foram presos na prisão de Omura, onde sofreram durante quase dois anos, tanto por causa dos aposentos apertados e da exposição aos elementos, como devido à escassez e má qualidade dos alimentos e às péssimas condições de higiene. Pedro Vásquez e Miguel Carvalho foram mais tarde detidos na mesma cela. Durante a sua prisão, Luis Sasanda foi várias vezes sujeito a fortes pressões para renunciar à sua fé, mas apesar das promessas lisonjeiras, permaneceu firme na sua fidelidade a Cristo. A 24 de Agosto de 1624, foi condenado à morte por fogo lento. Na manhã seguinte, com uma corda amarrada ao pescoço, foi transferido para um barco que o levou para Foco, perto de Scimbara; lá foi amarrado ao poste com laços soltos para que, se se arrependesse, pudesse ser libertado. O fogo queimou muito lentamente, aumentando a dor física do mártir, de cuja boca saíram invocações e orações. As suas cinzas foram espalhadas no mar.

3. Luis Baba, da Ordem Franciscano Secular. Luis Baba, mártir no Japão, nasceu de uma família japonesa de antiga tradição católica e foi o catequista predileto de Frei Luis Sotelo, Franciscano. Por seu zelo e suas capacidades catequísticas foi escolhido por ele como companheiro de missão nas muitas e longas viagens, uma experiência que o confirmou sempre mais em seu propósito de se prodigar para o serviço da fé. De volta da Espanha visitou o México e depois chegou às Ilhas Filipinas.

A última parte da viagem de Manila a Nagasaki foi realizada em um junco de japoneses, os quais, temendo comprometer-se por ter transportado o país missionários (era o tempo da dura perseguição), entregaram-nos simplesmente às autoridades, que os prenderam e em 1622 foram enviados para Omura, onde o catequista Luis viu realizar-se o seu desejo de ser admitido à Terceira Ordem de São Francisco e vestir o seu hábito.

Na manhã de 25 de agosto de 1624, o governador de Omura notificou Luis Baba e outros quatro prisioneiros da sentença que os condenava ao suplício do fogo. Diante dessa notícia o ânimo deles se sentiu pleno de alegria e juntos deram graças a Deus. Antes de serem conduzidos ao suplício, o governador submeteu-os a um interrogatório perguntando-lhes os seus nomes e especialidade. Por todos respondeu o Beato Luis Sotelo: estes dois … pertencem um à Ordem de Santo Domingo e o outro à companhia de Jesus e chamam-se Pedro Vasquez e Miguel Carvalho. Desses dois japoneses, um é padre e religioso da minha Ordem, o outro, Luis Baba, antes era catequista, e eu na prisão o recebi na Ordem da Penitência de São Francisco. Todos nós pregamos a fé em Jesus Cristo e estamos prontos para morrer em testemunho desta fé.

O governador tomou nota desta declaração e os santos confessores da fé foram conduzidos ao local da execução perto de Omura onde haviam morrido mártires também o Beato Apolinar Franco e seus companheiros. Ao longo da viagem eles não cessaram de pregar Jesus Cristo. Ao chegar ao local estabelecido foram amarrados aos postes e acenderam as fogueiras. O mártir Luís Baba, sentindo-se afrouxar os laços que o mantinham amarrado passou entre as chamas e ajoelhou-se na frente do Beato Luis Sotelo para receber a sua última bênção, então regressou tranquilamente ao seu poste e esperou ali a morte sorridente.

4.- R. P. Miguel Carvalho, presbítero jesuíta, nasceu em Braga, Portugal, em 1577. Miguel juntou-se à Companhia de Jesus em 1597. Ele era um professor de teologia em Goa e Macau durante quinze anos. Enviado como missionário para o Japão, foi preso em julho de 1623 por pregar o cristianismo e passou 13 meses na prisão antes de ser executado. Morreu condenado à fogueira por causa da intolerância religiosa no Japão. A Universidade Católica Portuguesa deu o seu nome de Beato Miguel de Carvalho ao Instituto que hoje é a Escola de Filosofia desta universidade.

5. Frei Pedro Vázquez, presbítero dominicano, nasceu em Verín, província de Orense, Espanha, em 1587. Estudou em Madrid e é filho do convento de Nossa Senhora de Atocha. Estudou filosofia em Segovia e teologia em Fafe. Chega em Manila em 1615 e passa para o Japão em 1621. Durante sua estadia no Japão trabalhou principalmente em Nagasaki e seus arredores, sendo presa em 1623. Teve grande coragem em sua pregação e desejo do martírio. Morre a fogo devagar em 25 de agosto de 1624 e seus restos mortais foram lançados no mar.”: https://www.facebook.com/HeroesDeAyerYDeHoy/posts/2534287106631631/

12*.   Num barco-prisão an­co­rado ao largo de Ro­che­fort, na França, o Beato Paulo João Charles, pres­bí­tero e mártir, um prior da Ordem Cis­ter­ci­ense, que, du­rante a per­se­guição da Re­vo­lução Fran­cesa, foi ar­re­ba­tado do mos­teiro de Sept-Fonts e en­car­ce­rado na sór­dida ga­lera por causa do seu sa­cer­dócio, onde morreu de ina­nição e enfermidade. († 1794)

13*.   Em Cór­dova, na Ar­gen­tina, a Beata Maria do Trân­sito de Jesus Sacramentado, virgem, que se de­dicou in­ten­sa­mente à for­mação cristã da in­fância pobre e aban­do­nada e ins­ti­tuiu na Ar­gen­tina a Con­gre­gação das Irmãs Mis­si­o­ná­rias da Ordem Ter­ceira de São Francisco. († 1885)

14*.   Em Va­lência, na Es­panha, o Beato Luís Ur­bano Lanaspa, pres­bí­tero da Ordem dos Pre­ga­dores e mártir, que su­perou o glo­rioso com­bate por Cristo. († 1936)

15♦.   Em “Pa­lacio del Duque”, entre Somió e Cabueñes, nas As­tú­rias, também na Es­panha, o Beato Flo­rêncio Alonso Ruiz, pres­bí­tero da Ordem de Santo Agos­tinho e mártir, que, du­rante a per­se­guição contra a fé, com o seu mar­tírio se­guiu os passos de Cristo. († 1936)

16♦.   Na es­trada de Lla­gos­tera a Vi­dreras, na Ca­ta­lunha, também na Es­panha, o Beato Onofre (Sálvio To­losa Al­sina), re­li­gioso da Con­gre­gação dos Ir­mãos das Es­colas Cristãs e mártir, que na mesma per­se­guição contra a fé deu tes­te­munho de Cristo der­ra­mando por Ele o seu sangue. († 1936)

17♦.   Em Ma­drid, também na Es­panha, o Beato Vi­cente Ál­varez Cienfuegos, pres­bí­tero da Ordem dos Pre­ga­dores e mártir, que na mesma per­se­guição der­ramou o sangue por Cristo. († 1936)

18♦.   Em Sucúa, lo­ca­li­dade do Equador, Maria Troncatti, virgem da Con­gre­gação da Fi­lhas de Maria Au­xi­li­a­dora, que exerceu uma longa e ge­ne­rosa ac­ti­vi­dade entre os in­dí­genas “Shuar”. († 1969)

19. Santa Patrícia (também na Folhinha do Coração de Jesus). Ver página 219: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%2015.pdf

20. Bem-Aventurado Metódio (também na Folhinha do Coração de Jesus)

21. Conforme o Martirológio Romano-Monástico, em Roma, São Genésio. Nascido no paganismo, era ator profissional. Um dia, quando se apresentava ao imperador Diocleciano, ao parodiar os mistérios cristãos foi subitamente tocado pela graça, e pediu o batismo. Por ordem do imperador foi batizado em seu próprio sangue, enquanto clamava: “Não há outro rei senão Cristo”. (M).

– Ver página 218: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%2015.pdf

– Ver também “… Genésio de Roma (em latimGenesius; em italianoGenesio) viveu durante o século III. É o santo padroeiro dos atores, dos músicos, dos humoristas e dos advogados. É invocado, também, contra a epilepsia. É comemorado no dia 25 de agosto. Viveu em Roma com a profissão de ator comediante, era líder de um grupo de teatro… Segundo a lenda, São Genésio, em uma apresentação para o imperador romano Diocleciano, ridicularizava a  cristã. Porém, quando apresentava a recepção do sacramento do batismo, foi convertido milagrosamente e proclamou-se cristão. Diocleciano, achando-o realista demais, mandou Pláucio, prefeito do pretório, torturá-lo com a intenção de fazê-lo voltar a sacrificar para os deuses pagãos. Insistindo em defender o cristianismo, resistiu às torturas, levando Pláucio a decapitá-lo.

Passou a ser venerado no século IV e uma igreja foi construída e, posteriormente, reformada e ampliada pelo papa Gregório III em 741; mesmo assim sua existência é duvidosa…”:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gen%C3%A9sio_de_Roma

22.No VIDAS DOS SANTOS, Bem-Aventurado São Tomás de Kempis, confessor. Ver páginas 216-217: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%2015.pdf

23. Outras santas e santos do dia 25 de agosto: págs. 202-221, em: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%2015.pdf

Rohrbacher, Padre – VIDAS DOS SANTOS – Volume XIII – Editora das Américas – 10 de julho de 1959

“E em outras partes, muitos outros santos Mártires, Confessores, Virgens, Santas e Santos”.

R/: Demos graças a Deus!”

OBSERVAÇÃO: Transcrito acima conforme os textos da bibliografia: português de Portugal, por ex., ou português da época em que o livro foi escrito.

– Sobre 25 de agosto, ver ainda: 25 de agosto – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

BIBLIOGRAFIA:

  1. MARTIROLÓGIO ROMANO – Secretariado Nacional de Liturgia –Portugal http://www.liturgia.pt/martirologio/
  2. MARTIROLÓGIO ROMANO ITALIANO – Editore: LIBRERIA EDITRICE VATICAN – A © Copyright by Fondazione di religione Santi Francesco di Assisi eCaterina da Siena, Roma, 2004 ISBN 978-88-209-7925-6 – PÁGINAS  666-669: Via Internet: https://liturgico.chiesacattolica.it/wp-
  3. VIDAS DOS SANTOS – PADRE ROHRBACHER – Abaixo o vol 1. São 22 volumes, sendo 20 volumes em PDF; 2 volumes não estão em PDF: Vol. 10 e 11: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%2 0-%201.pdf
  4. Martirológio Romano-Monástico – adaptado para B
  5. rasil – Abadia de S. Pierre de Solesmes – Mosteiro da Ressurreição, Edições – 1997
  6. Martirológio Romano – Editora Permanência – Rio de Janeiro, 2014 – Livrariaon line – www.editorapermanencia.com
  7. Folhinha do Coração de Jesus – virtual – aplicativo para celular.
  8. https://www.lngplants.com/Saint_of_the_DayAugust25.html

DIVERSOS (OBSERVAÇÕES, CITAÇÕES E ORAÇÕES)

* Senhor, nosso Deus e Pai amado, obrigado por tudo o que o Senhor nos tem dado e permitido viver!

Querida Mãe Virgem Maria, socorra-nos, proteja-nos

São José, Anjos e Santos, intercedam por nós! Obrigado! Amém!

PAI AMADO, DÊ-NOS A GRAÇA PARA LUTAR COM ENTUSIASMO

E FORÇA DE VONTADE,

POR MEIO DA ORAÇÃO, ESFORÇO E TRABALHO,

MESMO EM SITUAÇÕES DIFÍCEIS E ESPINHOSAS,

PARA ALCANÇAR AQUELA PERFEIÇÃO CRISTÃ

DE BONS COSTUMES E SANTIDADE!

LIVRA-NOS DA CERVIZ DURA E DO CORAÇÃO EMPEDERNIDO!

EM NOME DE JESUS, NA UNIDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO!

AMÉM!

* MUITO MAIS PODE SER ACRESCENTADO A ESSA LISTA DESANTAS, SANTOS E MÁRTIRES. ACEITAMOS SUGESTÕES. CONTATE-NOS, POR GENTILEZA:

barpuri@uol.com.br

* SANTAS E SANTOS DE DEUS, INTERCEDAM POR NÓS! AMÉM!

“O maior jejum é a abstinência do vício” (Santo Agostinho)

“Nos vemos no Céu. Viva Cristo Rei! Viva sua mãe, a Virgem de Guadalupe!” (últimas palavras do jovem mártir São José Sánchez del Rio,lembrado em 10 de fevereiro)

“Ó meu Deus, “sabeis que fiz tudo quanto me foi dado fazer.” (últimas palavras de São João Batista da Conceição Garcia, 14 de fevereiro). Que essas palavras sejam também as nossas, quando o Pai amado nos chamar. Amém!

“Senhor, não permita que eu entristeça o Divino Espírito Santo que o Senhor derramou sobre mim na Confirmação. Divino Espírito Santo me inspire, me guie para que eu sempre lhe dê alegria! Peço-lhe, Senhor, Pai amado, por Jesus Cristo,na unidade do Divino Espírito Santo! Amém!” (baseado na Coleta Salmódica após o Cântico Ez 36,24-28 do sábado depois das cinzas de 2021)

Jesus me diz: “Filho (filha), eu estou com você!”

“Os santos são uma “nuvem de testemunhas sobre a nossa cabeça”, mostrando-nos que a vida de perfeição cristã é possível.

(conforme: Saint of the Day (lngplants.com)

ou

Saint of the Day May 20 (lngplants.com)

“…santo é aquele que está de tal modo fascinado pela beleza de Deus e pela sua perfeita verdade que é por elas progressivamente transformado…” (Homilia de Beatificação de Padre Manoel e o Coroinha Adílio, lembrados em 21 de maio)

* Dia 23 de junho: SÃO JOSÉ CAFASSO: “Meios de se preparar para uma boa morte: na primavera de 1860 Dom Cafasso previu que a morte o levaria durante o ano. Ele redigiu um testamento espiritual, ampliando os meios de preparação para uma boa morte que tantas vezes expôs aos retirantes de Santo Inácio, a saber, uma vida piedosa e justa, o desapego do mundo e o amor a Cristo crucificado…”: http://www.lngplants.com/Saint_of_the_DayJune23.html

* Pai amado, dê-nos a graça de nos prepararmos bem para a morte vivendo uma vida piedosa e justa, o desapego do mundo e o amor a Cristo crucificado. Amém!

* PAI, ABRACE-NOS! JESUS, ACOLHA-NOS EM SEU CORAÇÃO!

DIVINO ESPÍRITO SANTO, NOS UNA!

MÃEZINHA MARIA, VELE POR NÓS!

EM NOME DE JESUS, PAI! AMÉM!

* Ver o blog https://vidademartiressantasesantos.blog/E

MUITO OBRIGADO!